Penso, Logo Existo…

Fabrício de Oliveira: faolliver@terra.com.br; prfabricio@hotmail.com

12

de

janeiro

Caso Estevam e Sônia Hernandes

Tenho visto algumas manifestações sobre o caso dos líderes da Igreja Renascer em Cristo, Estevam e Sônia Hernandes, tanto na internet como fora dela. A maioria desses comentários vêm de cristãos indignados com esse escândalo que se tornou público nesses dias.

Jesus disse em Lucas 17.1 que os escândalos seriam inevitáveis, mas ai do homem pelo qual eles vêm. Esse não é um caso de perseguição gratuíta por causa do evangelho, o ministério deles têm muita fumaça. Mas quero abordar um outro lado que tem me incomodado um pouco. As palavras mais duras e ofensivas tem vindo dos evangélicos.

Acredito que o que está oculto deve ser revelado, que as falcatruas devam ser desmascaradas, e que sejam trazidas à luz toda a sujeira. Punição aos culpados e que sirvam de exemplo, mas:

Só não concordo que a gente, os evangélicos, é que sejam os propagadores de notícias como essas como se fôssemos parte dos perseguidores, ou mesmo seus colaboradores, pois é o que alguns de nós estamos sendo. Alguns sites evangélicos espalham a notícia como se fossem links do "Cidade Alerta". Esse é o papel de perseguidor. É verdade que tem um agravante, eles tem motivos para isso. Mas para quem persegue, sendo verdade ou sendo mentira (sei que agora é verdade) vão ao ataque com o mesmo ímpeto. Estevam e Sônia são culpados. Não estou justificando o que eles fizeram, que sejam presos e não pequem de novo dizendo que foi por causa do Evangelho.

Foi uma pena o que aconteceu. Não eles serem pegos, estarem às portas da cadeia, mas o que fizeram, a sua queda, não a exposição agora, isso é o resultado, ou acharam que Deus continuaria "abençoando os seus negócios"?, mas quando tudo começou, nas pequenas coisas que ao longo do tempo (um abismo chama outro - Salmo 42.7) foram crescendo. Foram pessoas que notadamente se perderam no meio do caminho, que podem até ter começado por uma direção divina e no meio da sua história desviaram o foco deixando de ser cristocêntricos para se tornarem egocêntricos. E como diz um amigo virtual (já o considero assim se permitir) criaram o "seu deus", sua forma de "adoração" e outras coisas mais.

Minha posição é: Quero tudo às claras. Mas não quero fazer parte do coro e nem ser achado com uma pedra na mão. Lembrando o que disse Moody: "Dizer a verdade com o objetivo de ferir ou atacar também é difamação". Quer queiramos ou não, isso também é pecado.

Não me omito diante dos fatos, e dizem que contra eles não há argumentos.

Não quero ser o "mais" santo, e nem tem o "mais" quando o assunto é santidade, ou é ou não é, mas oro por eles.

Que Deus tenha misericóridia de suas vidas e que se faça a justiça, a que for decidida pelas autoridades que foram intuídas por Deus, mas que acima de tudo, tenham seus corações restaurados, suas vidas transformadas e voltem ao primeiro amor. Que Deus tenha misericórdia de seus familiares e amigos. Que Deus tenha misericórdia de todo um povo espalhado pelo Brasil inteiro que frequenta os mais de 1.500 templos desta igreja, o que significa que existem muito mais de 1.500 pastores que, na sua grande maioria, não tem parte nessa sujeira toda. São homens e mulheres de Deus.

E quanto a nós, os demais que ainda não caíram ou não foram pegos? Que Deus tenha misericórdia de nós e que achemos a mesma misericórdia que temos dispensado a outros (Oração do Pai Nosso).

Até mais;

Fabrício.

8

de

janeiro

A Felicidade não é uma experiência…

Sou um apaixonado por livros. Certamente é uma das poucas coisas que me fazem perder um pouco a consciência de minha condição financeira e gastar além da conta. Dificilmente passo em frente a uma livraria e não entro, e quando entro, é muito difícil também sair sem nada nas mãos.

Ouvi uma frase uma vez: "somos o que comemos e o que lemos". É verdade. Nosso corpo revela o que comemos assim como o que lemos revela o que pensamos. Isso é importante quando parto do princípio de que a saúde do meu corpo determina, de forma natural, minha longevidade e a forma como desenvolvo meu juízo de valores, princípios e conceitos vão determinar a qualidade das minhas escolhas, relacionamentos e a própria vida.

Eu converso com livros. Quando leio sou convidado pelo autor para uma bela conversa e também uma reflexão de minha própria vida. Às vezes caio na tentação de avaliar a vida de outros em minhas conversas, mas logo meu amigo/autor me traz de volta ao devido lugar.

Ultimamente meu amigo tem sido o Dr. Martyn Loyd Jones, e ele tem sido duro comigo. "Uma Nação sob a Ira de Deus" tem sido a sala de estar de nossas conversas e ali ele pega pesado. Dentre as várias coisas fascinantes que tenho ouvido dele, falar sobre a felicidade tem me deixado intrigado.

Quem não quer ser feliz? Quem não busca essa tal felicidade cantada nas músicas e citada nos poemas? segundo o meu amigo/autor, a felicidade não é uma experiência, muito menos uma "experiência do momento".

Definir a felicidade como uma busca por uma experiência momentânea é muito pequeno e estreito. Ela não deve ser definida em certas áreas particulares da vida, mas da vida como um todo. Ela não é a gratificação do meu desejo do momento onde o resto não é levado em consideração. A busca pela felicidade experimental, ou seja, que se realiza através de uma experiência, pode fazer com que a busquemos sem medir esforços e muito menos as consequências; o que importa é viver o momento. Fala sério; nem é felicidade de verdade.

Felicidade é uma disposição. É preciso decidir ser feliz. Me lembro do apóstolo Paulo que disse: "aprendi a viver contente em toda e qualquer situação", e contentamento é o princípio da felicidade.

Ainda que não tenhamos a percepção clara do que é felicidade, precisamos entender o que ela não é. Ela não é uma experiência. O homem sem Deus não consegue entendê-la. Quando Deus age na vida do homem, ainda que seja em áreas específicas da sua vida, tem como fim o todo.

Felicidade não é buscar transformar a própria vida em uma aventura cheia de emoções. Sabe porquê? Porque a felicidade completa, ela realiza, traz paz.

Até mais;

Fabrício.

5

de

janeiro

Pastores Ruins? Ovelhas Também…

Fui fazer uma visita para uma família que gosto muito esses dias. Fazia tempo que não ia lá. Embora não nos vejamos com frequência, o que nos liga é muito maior que as atividades que nos cercam e facilitam a distância. Foi muito bom ter ido.

Num determinado momento, um comentário surgiu em nossa conversa. Um deles disse sobre a mudança de valores de alguns pastores. Ele me dizia de como parte dos pastores estão preocupados cada vez menos com as pessoas e muito mais com fama, dinheiro, poder e sucesso.

Sabe de uma coisa? eu concordo com ele, essa é uma realidade. Mas como tenho aprendido que toda história tem pelo menos dois lados, quero acrescentar algo a esse comentário. É importante destacar que o interesse principal, pelo menos deveria ser, de qualquer pastor é o bem-estar de suas ovelhas, mesmo que isso custe o seu próprio bem-estar. Se a vida desse pastor está focada nos seus próprios interesses e usa todos os meios para alcançá-los, posso adjetivá-lo como ruim; isso mesmo, um pastor ruim.

Mas como disse que toda história tem pelo menos dois lados, faço então o meu adendo ao comentário do meu precioso amigo: As ovelhas também são. Assim como parte dos pastores, e temo que seja a maioria, são ruins, as ovelhas, grande parte delas, também o são.

As pessoas que enchem os templos não estão muito preocupadas com a vida dos seus pastores, porque a vida deles lhe servem de alicerce e muitas vezes de consolo. Além do fato de que as pessoas estão mais interessadas em desenvolverem sua espiritualidade e não sua vida espiritual. Porque há diferença, pode apostar.

As pessoas não gostam de dar satisfação das suas vidas. Vivemos na era do "cada um corre atrás do seu" e ter um pastor de verdade atrapalha. As pessoas, não quero generalizar, querem desenvolver sua espiritualidade do seu jeito. Querem ir para um templo, cantar algumas músicas, ouvir uma bela palestra que lhe seja agradável aos ouvidos, porque senão procuram um outro lugar onde se "adaptem melhor" e seguem suas vidas do "cada um corre atrás do seu". Até preferem que os pastores tenham outros focos que não seja as suas vidas. Dessa forma, eles são pastores só aos domingos e só aos domingos elas são ovelhas.

Portanto, entramos num dilema muito conhecido e divulgado por uma fabricante de biscoitos: "Os pastores são ruins porque as ovelhas são ruins?, ou as ovelhas são ruins porque os pastores são ruins?" Acho que uma coisa acabou levando a outra.

Pastores são ruins? As ovelhas também…

Até mais;

Fabrício.

4

de

janeiro

Começando Uma Caminhada….

Começo o meu blog hoje. Gosto muito de escrever e esse negócio de blog, fotolog e outras coisas já existem há tanto tempo. Não sei porque começei só agora.

Não quero ter o compromisso de escrever todos os dias, mas também não quero ter o mesmo compromisso de só escrever uma vez por dia. Começo hoje dizendo que vou começar, mas só vou saber se vou continuar amanhã, e depois, e depois…

Até mais,

Fabrício.

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