8
de
janeiro
A Felicidade não é uma experiência…
Sou um apaixonado por livros. Certamente é uma das poucas coisas que me fazem perder um pouco a consciência de minha condição financeira e gastar além da conta. Dificilmente passo em frente a uma livraria e não entro, e quando entro, é muito difícil também sair sem nada nas mãos.
Ouvi uma frase uma vez: "somos o que comemos e o que lemos". É verdade. Nosso corpo revela o que comemos assim como o que lemos revela o que pensamos. Isso é importante quando parto do princípio de que a saúde do meu corpo determina, de forma natural, minha longevidade e a forma como desenvolvo meu juízo de valores, princípios e conceitos vão determinar a qualidade das minhas escolhas, relacionamentos e a própria vida.
Eu converso com livros. Quando leio sou convidado pelo autor para uma bela conversa e também uma reflexão de minha própria vida. Às vezes caio na tentação de avaliar a vida de outros em minhas conversas, mas logo meu amigo/autor me traz de volta ao devido lugar.
Ultimamente meu amigo tem sido o Dr. Martyn Loyd Jones, e ele tem sido duro comigo. "Uma Nação sob a Ira de Deus" tem sido a sala de estar de nossas conversas e ali ele pega pesado. Dentre as várias coisas fascinantes que tenho ouvido dele, falar sobre a felicidade tem me deixado intrigado.
Quem não quer ser feliz? Quem não busca essa tal felicidade cantada nas músicas e citada nos poemas? segundo o meu amigo/autor, a felicidade não é uma experiência, muito menos uma "experiência do momento".
Definir a felicidade como uma busca por uma experiência momentânea é muito pequeno e estreito. Ela não deve ser definida em certas áreas particulares da vida, mas da vida como um todo. Ela não é a gratificação do meu desejo do momento onde o resto não é levado em consideração. A busca pela felicidade experimental, ou seja, que se realiza através de uma experiência, pode fazer com que a busquemos sem medir esforços e muito menos as consequências; o que importa é viver o momento. Fala sério; nem é felicidade de verdade.
Felicidade é uma disposição. É preciso decidir ser feliz. Me lembro do apóstolo Paulo que disse: "aprendi a viver contente em toda e qualquer situação", e contentamento é o princípio da felicidade.
Ainda que não tenhamos a percepção clara do que é felicidade, precisamos entender o que ela não é. Ela não é uma experiência. O homem sem Deus não consegue entendê-la. Quando Deus age na vida do homem, ainda que seja em áreas específicas da sua vida, tem como fim o todo.
Felicidade não é buscar transformar a própria vida em uma aventura cheia de emoções. Sabe porquê? Porque a felicidade completa, ela realiza, traz paz.
Até mais;
Fabrício.

