12
de
janeiro
Caso Estevam e Sônia Hernandes
Tenho visto algumas manifestações sobre o caso dos líderes da Igreja Renascer em Cristo, Estevam e Sônia Hernandes, tanto na internet como fora dela. A maioria desses comentários vêm de cristãos indignados com esse escândalo que se tornou público nesses dias.
Jesus disse em Lucas 17.1 que os escândalos seriam inevitáveis, mas ai do homem pelo qual eles vêm. Esse não é um caso de perseguição gratuíta por causa do evangelho, o ministério deles têm muita fumaça. Mas quero abordar um outro lado que tem me incomodado um pouco. As palavras mais duras e ofensivas tem vindo dos evangélicos.
Acredito que o que está oculto deve ser revelado, que as falcatruas devam ser desmascaradas, e que sejam trazidas à luz toda a sujeira. Punição aos culpados e que sirvam de exemplo, mas:
Só não concordo que a gente, os evangélicos, é que sejam os propagadores de notícias como essas como se fôssemos parte dos perseguidores, ou mesmo seus colaboradores, pois é o que alguns de nós estamos sendo. Alguns sites evangélicos espalham a notícia como se fossem links do "Cidade Alerta". Esse é o papel de perseguidor. É verdade que tem um agravante, eles tem motivos para isso. Mas para quem persegue, sendo verdade ou sendo mentira (sei que agora é verdade) vão ao ataque com o mesmo ímpeto. Estevam e Sônia são culpados. Não estou justificando o que eles fizeram, que sejam presos e não pequem de novo dizendo que foi por causa do Evangelho.
Foi uma pena o que aconteceu. Não eles serem pegos, estarem às portas da cadeia, mas o que fizeram, a sua queda, não a exposição agora, isso é o resultado, ou acharam que Deus continuaria "abençoando os seus negócios"?, mas quando tudo começou, nas pequenas coisas que ao longo do tempo (um abismo chama outro - Salmo 42.7) foram crescendo. Foram pessoas que notadamente se perderam no meio do caminho, que podem até ter começado por uma direção divina e no meio da sua história desviaram o foco deixando de ser cristocêntricos para se tornarem egocêntricos. E como diz um amigo virtual (já o considero assim se permitir) criaram o "seu deus", sua forma de "adoração" e outras coisas mais.
Minha posição é: Quero tudo às claras. Mas não quero fazer parte do coro e nem ser achado com uma pedra na mão. Lembrando o que disse Moody: "Dizer a verdade com o objetivo de ferir ou atacar também é difamação". Quer queiramos ou não, isso também é pecado.
Não me omito diante dos fatos, e dizem que contra eles não há argumentos.
Não quero ser o "mais" santo, e nem tem o "mais" quando o assunto é santidade, ou é ou não é, mas oro por eles.
Que Deus tenha misericóridia de suas vidas e que se faça a justiça, a que for decidida pelas autoridades que foram intuídas por Deus, mas que acima de tudo, tenham seus corações restaurados, suas vidas transformadas e voltem ao primeiro amor. Que Deus tenha misericórdia de seus familiares e amigos. Que Deus tenha misericórdia de todo um povo espalhado pelo Brasil inteiro que frequenta os mais de 1.500 templos desta igreja, o que significa que existem muito mais de 1.500 pastores que, na sua grande maioria, não tem parte nessa sujeira toda. São homens e mulheres de Deus.
E quanto a nós, os demais que ainda não caíram ou não foram pegos? Que Deus tenha misericórdia de nós e que achemos a mesma misericórdia que temos dispensado a outros (Oração do Pai Nosso).
Até mais;
Fabrício.

