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Fabrício de Oliveira: faolliver@terra.com.br; prfabricio@hotmail.com

11

de

janeiro

Coisas da Vida… (Parte I)

 

 

Quanto mais escrevo mais tenho dificuldade em escrever, me parece que deveria ser o contrário. O normal seria a repetição me facilitar as coisas. Mas então entendo que, na verdade, eu não sou um escritor, acho que me pareço mais com um pensador que expressa o que pensa e divide consigo mesmo e com gente paciente que pára um pouquinho para ler. De vez em quando, a Josi vem, graciosamente, me corrigir, mas me permito errar justamente por não ser o que digo que não sou. Sou livre para escrever, por ideologia e por vocação, não tenho compromissos.

Tem gente que me “encomenda” textos me sugerindo temas, mas eu não consigo, eu tento, tento por amor e consideração, e honra também, pois se me sugerem é porque acreditam que eu tenho algo para dizer, mas não dá para mim. Eu não sou um escritor. Eu penso sobre as coisas e é por isso que esse espaço tem o nome que tem.

Por falar em pensamento, há um bom tempo que tenho pensado sobre como a vida é dinâmica. Guerra e paz; tristezas e alegrias; choro e riso; amores e ódios; pecado e pureza; consciência pesada e consciência leve; escravidão e liberdade; angústia e alívio; visão teológica e verdade bíblica; denominações e suas doutrinas e o que Jesus ensinou e viveu. Nossa! Quanta coisa! Sem falar nas coisas do dia a dia que se desdobram de acordo com nossos contextos como profissão, família e atividades em geral.

No percurso da minha vida tenho passado por todas essas coisas e vejo como elas são cíclicas. Elas fazem parte da vida da gente sempre e não tem receita para experimentar só a parte legal de todas elas. De algumas sim não sempre, mas de todas nem pensar.

Dentro de tudo isso que é a vida, que seguindo o curso natural sem disciplina da nossa parte nos empurra sempre para margem, me pego muitas vezes pensando sobre o que é de verdade um relacionamento profundo com Deus. Na vontade d’Ele e nas minhas. Como elas se definem e onde elas se misturam para o lado bom e para o ruim.

A gente acaba aprendendo que todas as surpresas desagradáveis que a vida nos reserva estão relacionadas com um certo desajuste nesse relacionamento com Deus e que as coisas boas estão reservadas para aqueles que são íntimos e estão no “centro da vontade de Deus”.  Se é que o centro da vontade de Deus se concentra num certo ponto geográfico dentro de um espaço, que é a vontade de Deus, onde você precisa estar no centro. Você pode estar na vontade de Deus, mas pode ser que esteja, dentro da vontade de Deus, em Latitude -22° 54′ 20”  e Longitude 47° 03′ 39” , o que pode ser bom, pois está dentro da vontade de Deus, mas não é o centro. Então é um bom ruim e se é ruim não tem nada a ver com Deus. Que loucura!

Além dos dramas da vida a gente tem que se preocupar com os dramas geográficos das coordenadas da vontade de Deus. Parabéns para quem inventou isso deixando muita gente perdida no meio de um oceano fazendo de suas vidas uma fantasia e uma viagem em busca do Santo Graal ou da Arca Perdida. Pensa em alguém que quando tudo está bem diz: “estou no centro da vontade de Deus”; e quando vai mal diz: “não, essa não é a vontade de Deus pra minha vida”.

Se a gente entendesse que a vontade de Deus para vida de todos é uma só; Amá-lo sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo ficaria mais fácil conviver com o dinamismo que é a vida.

Eu vou escrever mais sobre isso, é uma introdução, já que isso tem invadido meus pensamentos há um bom tempo. Talvez falar um pouco sobre amar a Deus sobre todas as coisas e um pouco sobre o amor, que mais uma vez vou dizer, fazer algo por amor faz parte dele, mas sua essência está na renúncia.

 

Até mais;

 

Fabrício.

 

 

 

 

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