Penso, Logo Existo…

Fabrício de Oliveira: faolliver@terra.com.br; prfabricio@hotmail.com

8

de

janeiro

A Felicidade não é uma experiência…

Sou um apaixonado por livros. Certamente é uma das poucas coisas que me fazem perder um pouco a consciência de minha condição financeira e gastar além da conta. Dificilmente passo em frente a uma livraria e não entro, e quando entro, é muito difícil também sair sem nada nas mãos.

Ouvi uma frase uma vez: "somos o que comemos e o que lemos". É verdade. Nosso corpo revela o que comemos assim como o que lemos revela o que pensamos. Isso é importante quando parto do princípio de que a saúde do meu corpo determina, de forma natural, minha longevidade e a forma como desenvolvo meu juízo de valores, princípios e conceitos vão determinar a qualidade das minhas escolhas, relacionamentos e a própria vida.

Eu converso com livros. Quando leio sou convidado pelo autor para uma bela conversa e também uma reflexão de minha própria vida. Às vezes caio na tentação de avaliar a vida de outros em minhas conversas, mas logo meu amigo/autor me traz de volta ao devido lugar.

Ultimamente meu amigo tem sido o Dr. Martyn Loyd Jones, e ele tem sido duro comigo. "Uma Nação sob a Ira de Deus" tem sido a sala de estar de nossas conversas e ali ele pega pesado. Dentre as várias coisas fascinantes que tenho ouvido dele, falar sobre a felicidade tem me deixado intrigado.

Quem não quer ser feliz? Quem não busca essa tal felicidade cantada nas músicas e citada nos poemas? segundo o meu amigo/autor, a felicidade não é uma experiência, muito menos uma "experiência do momento".

Definir a felicidade como uma busca por uma experiência momentânea é muito pequeno e estreito. Ela não deve ser definida em certas áreas particulares da vida, mas da vida como um todo. Ela não é a gratificação do meu desejo do momento onde o resto não é levado em consideração. A busca pela felicidade experimental, ou seja, que se realiza através de uma experiência, pode fazer com que a busquemos sem medir esforços e muito menos as consequências; o que importa é viver o momento. Fala sério; nem é felicidade de verdade.

Felicidade é uma disposição. É preciso decidir ser feliz. Me lembro do apóstolo Paulo que disse: "aprendi a viver contente em toda e qualquer situação", e contentamento é o princípio da felicidade.

Ainda que não tenhamos a percepção clara do que é felicidade, precisamos entender o que ela não é. Ela não é uma experiência. O homem sem Deus não consegue entendê-la. Quando Deus age na vida do homem, ainda que seja em áreas específicas da sua vida, tem como fim o todo.

Felicidade não é buscar transformar a própria vida em uma aventura cheia de emoções. Sabe porquê? Porque a felicidade completa, ela realiza, traz paz.

Até mais;

Fabrício.

5

de

janeiro

Pastores Ruins? Ovelhas Também…

Fui fazer uma visita para uma família que gosto muito esses dias. Fazia tempo que não ia lá. Embora não nos vejamos com frequência, o que nos liga é muito maior que as atividades que nos cercam e facilitam a distância. Foi muito bom ter ido.

Num determinado momento, um comentário surgiu em nossa conversa. Um deles disse sobre a mudança de valores de alguns pastores. Ele me dizia de como parte dos pastores estão preocupados cada vez menos com as pessoas e muito mais com fama, dinheiro, poder e sucesso.

Sabe de uma coisa? eu concordo com ele, essa é uma realidade. Mas como tenho aprendido que toda história tem pelo menos dois lados, quero acrescentar algo a esse comentário. É importante destacar que o interesse principal, pelo menos deveria ser, de qualquer pastor é o bem-estar de suas ovelhas, mesmo que isso custe o seu próprio bem-estar. Se a vida desse pastor está focada nos seus próprios interesses e usa todos os meios para alcançá-los, posso adjetivá-lo como ruim; isso mesmo, um pastor ruim.

Mas como disse que toda história tem pelo menos dois lados, faço então o meu adendo ao comentário do meu precioso amigo: As ovelhas também são. Assim como parte dos pastores, e temo que seja a maioria, são ruins, as ovelhas, grande parte delas, também o são.

As pessoas que enchem os templos não estão muito preocupadas com a vida dos seus pastores, porque a vida deles lhe servem de alicerce e muitas vezes de consolo. Além do fato de que as pessoas estão mais interessadas em desenvolverem sua espiritualidade e não sua vida espiritual. Porque há diferença, pode apostar.

As pessoas não gostam de dar satisfação das suas vidas. Vivemos na era do "cada um corre atrás do seu" e ter um pastor de verdade atrapalha. As pessoas, não quero generalizar, querem desenvolver sua espiritualidade do seu jeito. Querem ir para um templo, cantar algumas músicas, ouvir uma bela palestra que lhe seja agradável aos ouvidos, porque senão procuram um outro lugar onde se "adaptem melhor" e seguem suas vidas do "cada um corre atrás do seu". Até preferem que os pastores tenham outros focos que não seja as suas vidas. Dessa forma, eles são pastores só aos domingos e só aos domingos elas são ovelhas.

Portanto, entramos num dilema muito conhecido e divulgado por uma fabricante de biscoitos: "Os pastores são ruins porque as ovelhas são ruins?, ou as ovelhas são ruins porque os pastores são ruins?" Acho que uma coisa acabou levando a outra.

Pastores são ruins? As ovelhas também…

Até mais;

Fabrício.

4

de

janeiro

Começando Uma Caminhada….

Começo o meu blog hoje. Gosto muito de escrever e esse negócio de blog, fotolog e outras coisas já existem há tanto tempo. Não sei porque começei só agora.

Não quero ter o compromisso de escrever todos os dias, mas também não quero ter o mesmo compromisso de só escrever uma vez por dia. Começo hoje dizendo que vou começar, mas só vou saber se vou continuar amanhã, e depois, e depois…

Até mais,

Fabrício.

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